sábado, 2 de outubro de 2010

Parenthood, 2x03. “I’m cooler than you think”

Mais um episódio para a lista dos fofos da série
Na primeira temporada já sabíamos que Parenthood entraria definitivamente em nossos corações como a série mais fofa da atualidade. Não foram necessários muitos episódios para nos envolvermos de verdade com as situações do dia a dia da família Braveman e simplesmente nos tornássemos parte da própria família acompanhando a evolução de cada episódio.

O terceiro episódio desta segunda temporada é emblemático quanto a isso. Um dos episódios mais “cutes” que já vimos e, evidemente cheio de lugares comuns e clichês que nos permitiam antecipar cada uma das situações, porém, todos eles, um a um, quando ocorriam, deixavam nossos olhos marejados de emoção. É isso que Parenthood faz.

O relacionamento entre Sarah e Amber está nesta segunda temporada atingindo um ponto muito interessante em que a filha já está mais madura e dando muito menos trabalho, porém, mostrando-se mais interessada em estranhos do que na mãe. Assistir Sarah fazendo tudo, absolutamente tudo para ter a atenção de Amber é muito legal. Neste núcleo só não gosto da forma como deixam o filho mais novo de Sarah jogado às traças sem história alguma.

Joel e Júlia começando a negociação para ter um segundo filho foi a premissa mais interessante do episódio, pena que não foi abordado de forma mais aprofundada. Joel tem total razão em temer ter outro filho, afinal, a “mãe” da história é ele e não Júlia, portanto, sua opinião deveria ser muito mais importante do que realmente é. Muito linda a cena dos dois decidindo ter um novo bebê e acho que esta história vai render muito.

A história de Crosby e Jabbar parece estar ficando mais interessante. Com as queixas da avó do menino que parece definitivamente não confiar no genro, a história ganhou em dramaticidade e também em emoção. Acho Jabbar um fofo e gosto do relacionamento dos dois, porém, Crosby ainda é muito raso, falta a ele mais histórias dramáticas que nos aproximem de sua história.

Por fim, o melhor do episódio, o núcleo de Adam. Desde seu relacionamento com Max, que o tem atormentado, já que o filho parece não se interessar por nada que ele faça. Aliás, é de cortar o coração ver o esforço que ele faz para se aproximar do filho que simplesmente não reage. Não gostei da parte de Hadie como candidata ao Grêmio Estudantil nem do envolvimento de sua mãe, tudo muito bobinho e sem nexo. Cena final entre Max e Adam é indescritível de tão linda.

PS: Só eu achei bizarro demais ver Lauren Graham, como Sarah, chamando a atenção da filha Amber por ela estar tomando café? Alô, estamos falando de Lauren Graham, Lorelai Gilmore, a maior bebedora de café da história da TV mundial. Claro que a menção foi proposital e chamou a atenção, boa tacada, mas bizarra, devo dizer.



Por: Daniel César

Smallville, 10x02. "Shield"

"Shield" não teve o mesmo ritmo alucinante da season premiere, "Lazarus", mas mesmo assim não há do que reclamar acerca do episódio.



Foram bem interessantes as conversas de Lois e Carter sobre a Deusa Isis. Serviram para mostrar à melhor repórter do Daily Planet (palavras de C.K.) que ela precisa do Clark, visto que ele também precisa dela. Será bem interessante este reencontro dos dois, mas quando ele saberá que ela, agora, conhece o seu segredo? Aposto uma bala yogurte 100 que ele vai tentar desmenti-la e dizer que ela viu errado, que ela está enganada, etc... Como já é típico do Clark.

Aliás, o que foram as aparições de Tess Mercer?! Impressionantes, diga-se de passagem. Cada frase genial proferida por ela que foi de arrepiar! Sensacional!!! Outra parte bem legal foi a do Esquadrão Suicida. A gente ainda não sabe o que eles querem, o mistério ficou no ar, porém isso não foi de todo ruim. É bom uma dúvida a mais aqui ou acolá.

Eu gostei da tal da Cat Grant de cara, mas aos poucos fui cansando dela. As duas cenas em que o Clark a salvou foram muito bem feitas, né? E a cena da briga dela com o Oliver foi bastante divertida! Acho que ela ainda deva retornar à série, resta-nos aguardar. E, ah, ela é a cara da Lux, de Life Unexpected.

Agora vamos às duas melhores cenas do episódio. A primeira, sem dúvida alguma, foi a carta deixada pela Chloe para o Oliver, né? Nossa eterna repórter preferida vai fazer muita falta, não? Chloe é a minha personagem preferida, e eu acho que já falei isso aqui, não será fácil uma temporada sem ela, mas nós vamos superar! A segunda cena foi a final, claro. Clark, finalmente, vestindo um uniforme azul e vermelho e dando indícios claros de que vai à África voando! Ou será que eu estou enganado? Porque ele jogando as passagens aéreas ao vento foi um sinal claro disso, pelo menos pra mim.

Bom, vamos aguardar o próximo episódio, que terá a volta de Kara (com uniforme e tudo!). o/

p.s.: gostei muito da Lois falando "Superman", haha.



Por: João Paulo

Undercovers, 1x02. “Instrucions”

A série é entupida de clichês do início ao fim, mas é muito legal
Se o episódio Pilot de Undercovers já mostrou uma série que poderia não cair no gosto popular, pelo simples fato de ser batida e explorar um tema que já está se tornando cansativo no universo da TV, o segundo episódio veio para traduzir que realmente assistir produções de espionagem já está se tornando difícil quando se quer algo criativo.

“Instrucions” nem de longe foi o roteiro mais criativo que a série poderia trazer, ao contrário, durante os 42 minutos o que se viu foi uma seqüência quase infinita de clichês básicos e elementos de “mais do mesmo” que não ousam e buscam não explorar possíveis novos caminhos dentro deste universo. Isso tudo colocar Undercovers como uma das séries mais tradicionais do ambiente televisivo americano nesta Fall Season, sem coragem para investir em idéias melhores elaboradas e, tendo como grandiosidade, apenas as grandes viagens e brigas bem feitas, além das explosões.

Se pensarmos que a responsabilidade da série é de J J Abrams criador simplesmente da mais genial série sobre espionagem, Aliás, é difícil aceitar os elementos que povoaram os dois primeiros episódios de Undercovers. Mas a verdade precisa ser dita, a série não cansa. Em nenhum segundo o telespectador olha para o relógio querendo saber quanto tempo falta e muito menos pensa em desistir do episódio. “Instrucions” pode ter sido cheio de clichês, mas mostrou uma série muito divertida e bem bacana de se acompanhar. Caso tenha vida longa, o que não parece ocorrer, devido a baixa audiência.



Por: Daniel César

Supernatural, 6x02. “Two and a Half Men”

A série volta às raízes. Pena
O segundo episódio da 6ª temporada de Supernatural foi ainda mais interessante e inteligente que a Season Premiere. Isso, se nossa análise fosse individual, episódio isolado de episódio, mas estamos falando de uma série com 05 temporadas completas e que contou uma das mais espetaculares histórias do mundo da TV.

Supernatural atiçou o imaginário popular ao dar vida a mitos, demônios e espíritos que nunca achávamos poder existir e, mais do que isso, contou uma impressionante história bem amarrada e muito bem conduzida pelos roteiristas que, iniciou com caças a demônios e cresceu até surgir anjos, demônios e o próprio Lúcifer com direito a céu e inferno e ao Apocalipse.

Agora, 06 anos depois de iniciar essa saga bizarra e extraordinária, os roteiristas querem mesmo que nós nos interessemos novamente por caçadas a seres bizarros? Realmente foi para contar essa história que a CW decidiu manter a série no ar além do que os produtores-executivos queriam? Mortes, sangues, seres bizarros, sustos e lutas não vão salvar os episódios. Não mais.

O episódio “Two and a Half Men” nem pode ser chamado de ruim, ao contrário, fosse nas duas primeiras temporadas, seria um dos mais interessantes da série, não apenas pela menção a famosa série, mas também pela forma como a história foi contada, afinal, não é todos os dias que vemos um metamorfo gerar diversos filhos e ir buscá-los. Ver Dean em dúvida sobre como agir com sua esposa e filho é realmente aflitivo, afinal, tudo que ele não quer é ser para Bem o que seu pai foi para ele e, por conta disso, a despedida do casal no fim do episódio foi tocante.

A única coisa, contudo, que mantém a temporada ainda com algum grau de interesse são as misteriosas frases individuais de Samuel, o avô de Sam e Dean. Afinal, para quem ele está trabalhando? O que diabos ele está fazendo e qual o interesse em Sam e Dean? Essa premissa pode ser a tábua de salvação de uma temporada que caminha para ser melancólica.

A nota do episódio, infelizmente, não poderá ser alta, já que não se avalia um episódio individualmente, mas qual a sua importância para o todo da série.



Por: Daniel César

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

The Vampire Diaries, 2x04. "Memory Lane"

Estavam falando tanto, mas tanto deste episódio de Vampire Diaries, que eu achei que seria uma coisa de outro mundo de tão bom. Mas não. Arrastado, "Memory Lane" teve poucas partes boas. O encontro cara a cara de Katherine e Elena foi um deles. Aliás, eu também esperava um pouco mais dessa cena. Querendo ou não, todo mundo queria esse encontro desde o final da temporada passada. Podiam ter caprichado mais. Mas uma cena chata e insuportável foi a do "diálogo" de Katherine e Stefan. Impressionante como ele consegue deixar até a Kat sem sal! Eu não gosto muito de flashbacks, mas até que os deste episódio não foram tão chatos. Mas mesmo assim, faltou alguma coisa... Não foi legal e não me agradou.

p.s.: No final eu quase fiquei com pena da Katherine, mas foi só ela mostrar aquele sorrisinho bitch dela pra eu mudar minha opinião, haha. Mas nós continuamos adorando ela mesmo assim, né? :D



Por: João Paulo

Reviews: Raising Hope e Better With You

Raising Hope, 1x02. "Dead Tooth":  A surpresa da temporada, com certeza. Nunca ia imaginar que Raising Hope seria uma série tão agradável de se assistir. Humor leve, sem apelações. História interessante, roteiro sensacional e atuações que convencem. Aliás, os cenários da série também estão bem legais, né? Dão um clima diferente e descontraído à mesma. A audiência está satisfatória e se continuar assim, teremos muitos episódios de Raising Hope pela frente! \o/

Better With You, 1x01. "Pilot": Não foi a melhor estreia, claro, mas agradou em partes. Tudo bem que os 10 minutos inicias são entediantes, mas depois a série fica engraçada! Pena ser momentâneo. A premissa de Better With You é até interessante, mas na prática não ficou muito legal. Roteiro criativo, porém mal explorado. O elenco também não é lá essas coisas, exceção feita à atriz que interpreta a mãe das duas "protagonistas". A série, em seu episódio piloto, ainda não mostrou a que veio, não chamou atenção e não empolgou. Para passar o bastão para uma série como Modern Family, Better With You vai ter que suar muito e melhorar bastante!

Raising Hope, 1x02: 
Better With You, 1x01: 

Por: João Paulo

Modern Family, 2x02. "The Kiss"

É impressionante a capacidade que os roteiristas de Modern Family têm para se reinventar e manter o frescor da série episódio após episódio, mesmo com tantos episódios exibidos – e todos aprovados – mesmo com os olhos do mundo voltado para o produto após a vitória no Emmy.

O 2º episódio da segunda temporada foi uma amostra clara disso. Seguindo apenas uma palavra “beijo”, a série contou diversas histórias interessantes, emocionantes e, sobretudo, divertidas. A começar pelo estilo documentário que consagrou a série, especialmente neste episódio os depoimentos dos personagens estavam extremamente divertidos e, Phil, novamente se superou ao dizer o oposto da mulher e concluir: “Eu não estava te ouvindo”.

Tratar de um tema como o beijo para uma pré-adolescente numa sitcom não é tarefa fácil e Modern Family conseguiu. Alex começando um relacionamento de paquera com um garoto via sms vê sua vida transformada pela intromissão da mãe e da irmã. Estimulada a procurar o garoto, ela despeja uma declaração de amor completamente maluca na porta da casa do menino que, por coincidência, está com os amigos do futebol e isso deixou a cena extremamente divertida.

Divertida também foi a reação de Haley gritando pela casa que recebeu um sms e a escola inteira sabe o que a irmã fez, óbvio que Claire ouviu e tentou corrigir a filha, mas numa sucessão de acusações a cena virou um espetáculo para assistir.

E o beijo para um relacionamento homo-afetivo como o de Cam e Mitchell? Mitchell não gosta de demonstrar afeto em público e isso incomoda o parceiro. Um tema delicado, como um beijo gay, foi tratado de forma leve e espontânea. Cameron tentando beijar o companheiro que se esquiva e o leva ao chão, literalmente rolando pela sala com toda a família vendo foi das cenas mais divertidas de toda a história da série. E a conclusão da cena, com Jay beijando o filho para deixá-lo a vontade e o tal do beijo gay acontecendo sem alarde, sem exagero, sem clichê, tudo muito dentro do ponto.

Pela primeira vez desde que a série iniciou, o núcleo mais divertido do episódio foi o de Glória e Jay. Realizando um jantar em homenagem a sua avó, Glória se sentiu ofendida porque o marido debochava de sua cultura e, por isso, o fez acreditar em crenças bizarras e apoiá-la. Jay batendo (literalmente) no frango cru e gritando com ele para espantar a morte é indescritível, poucas cenas na TV foram capazes de me fazer rir tanto quanto esta fez, muito disso também graças a brilhante interpretação de Sofia Vergara e Ed O’Neill.

Para encerrar o episódio genial, a série mostrou um Phill – que passou boa parte do episódio apagado – com uma espécie de nojo de tinta e, evitando ter gastos, ele decidiu pintar parte da casa. Ao abrir a lata de tinta, sua ânsia começou e quanto mais ele e Claire tentavam resolver, pior ficava, com tinta caindo na camiseta, e tentando tirar a camiseta sujando todo o rosto. A expressão facial de Ty Burrel valeu demais. Episódio, como sempre, sensacional



Por: Daniel César