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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Fall Season: #Balanço18 - Supernatural

O fim do ano se aproxima e com ele vem chegando também ao fim nosso #Balanço que tanto sucesso está fazendo entre os leitores e dando o que falar - inclusive com discussões acaloradas nos comentários de algumas postagens, é isso aí - mas não chegou o fim ainda, faltam algumas séries que precisam ser ditas e não poderíamos nos esquecer.

Agora é a hora de falar de Supernatural que estreou nesta Fall Season em sua 6ª temporada. A atual temporada já foi vista com maus olhos pela crítica mesmo antes de começar, uma vez que, desde o início da série, os criadores prometiam ter história para 05 temporadas - e cumpriram com o desenrolar do Apocalipse na 5ª temporada - e, ao anunciar a continuação da série a CW arriscou.

E pode-se dizer que foi um tiro no escuro. Tão no escuro que, ao assistir aos primeiros episódios da 6ª temporada o que se via dava a impressão de que tudo que os irmãos Winchester haviam vivido ao longo de 5 anos fora esquecido e simplesmente retornaram para a 1ª temporada caçando fantasmas e demônios. Episódios cansativos, e que seriam interessantes na 1ª temporada, não atualmente. Faltava uma história que abastecesse a atual temporada.

Demorou, mas ela veio. A idéia de que Sam voltou da jaula onde estava preso com Miguel e Lúcifer sem a sua alma foi muito interessante e pôde trazer de volta praticamente todas as personagens que passaram pela série ao longo das 5 temporadas. A história é interessante e foi bem conduzida, principalmente nos três últimos episódios exibidos.

É bem verdade que, desde a 4ª temporada pode-se dizer que Supernatural com Castiel é uma coisa e sem Castiel é outra coisa. Ele rouba a cena em todos os episódios em que aparece e já é dono da série. Apareceu pouco na atual temporada e merecia mais espaço.

De qualquer forma, a primeira parte da 6ª temporada de Supernatural tem um balanço apenas razoável, mas a se basear pelos últimos episódios exibidos, a expectativa é grande para o retorno da temporada que entrou nos eixos e devolveu a série ao patamar que ela merece.

Por Daniel César

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Fall Season: #Balanço17 - Modern Family

E lá vamos nós, já diria a bruxa do Pica-Pau. Faça chuva ou faça sol, continuamos firmes e fortes no objetivo de apresentar um Balanço das principais séries ao final desta Fall Season que trouxe a primeira parte da temporada de séries americanas que tanto gostamos. Já estamos no #Balanço17 e nem perto de chegar ao fim, será que conseguiremos terminar antes do retorno das séries? É o que queremos.

Agora é hora de falar simplesmente da série que, antes da Fall Season, era aclamada por todos - crítica e público - Modern Family, considerada por muita gente como a principal sitcom, ao menos com a melhor primeira temporada entre as sitcoms em todos os tempos. E não é tarefa simples escrever sobre essa série.

A princípio quero dizer que discordo de parte da crítica que considera a segunda temporada apenas ótima. Esses críticos chamavam a primeira temporada de "genial" e estes 10 episódios da 2ª temporada como apenas ótimos. A grande diferença entre as duas temporadas não está na qualidade da série, está na expectativa em torno de cada episódio. Na primeira temporada, Modern Family não era badalada e, por conta disso, todos assistiam sem expectativa, logo, a genialidade vista era espantosa e deixava todos maravilhados. Agora, com esse nível criado, as pessoas já se sentam para ver o episódio esperando 21 minutos de gargalhada, quando a série nunca se propôs a fazer isso.

Em 10 episódios, a segunda temporada de Modern Family mostrou o mesmo frescor e a mesma capacidade impressionante de produzir humor em meio à situações comuns do dia a dia, além de conseguir fazer críticas sensacionais ao atual modelo de família americana. Tudo com muito bom gosto, sem ofender e sem precisar apelar para humor de outras formas. Se existe uma série que define "sitcom" no melhor sentido da palavra, ela é Modern Family.

Impossível não ressaltar alguns pontos: a genialidade do elenco, com destaque para a sensacional Sofia Vergara que rouba a cena como Glória, e também o mais genial roteiro dum episódio de sitom, o 2x08 "Manny Get your Gun", os 20 minutos mais divertidos da minha vida. Que em 2011 a temporada volte com a mesma capacidade de nos fazer rir e com a qualidade que já conhecemos.

Por Daniel César

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Fall Season: #Balanço15 - Undercovers

Vamos continuar nosso Balanço sobre as principais séries da Fall Season 2010. Tem sido muito bom escrever sobre isso porque nos dá uma noção do que os leitores pensam sobre o todo de cada uma das séries e não apenas sobre episódios específicos como acontece com as reviews.

Mal tinha iniciado a Mid Season 2010 e o burburinho estava em alta. A Fall Season 2010 traria uma novidade. A nova série de JJ Abrams apresentaria uma dupla de espiões, casados, da CIA. No instante em que houve esta divulgação todos, público e crítica, lembraram imediatamente de Alias, uma das produções mais sensacionais sobre este universo.

Conforme ia se falando sobre a nova série do Midas da TV americana, mais o público ficava ansioso e mais a crítica tecia elogios a iniciativa do produtor. A expectativa era tanto para o sucesso da série batizada como Undercovers que, mesmo antes da estréia, algumas semanas antes, para ser mais preciso, a emissora divulgou uma nota curiosa: a série estava renovada para a 2ª temporada. Fato raro de se acontecer e que mostrava a confiança de todos em uma ótima audiência.

Aí chegou a Fall Season e com ela veio a estreia de Undercovers. Após o fim do episódio Pilot a pergunta que se fazia era: "que me**a é essa?". Era inimaginável pensar que o criador genial de Alias (e também de Lost) era o responsável por aquele show de horrores. A audiência não teria como corresponder diante de um produto tão ruim e em todos os episódios os números que já eram um fiasco total e absoluto não paravam de cair episódio após episódio.

A série que tinha por objetivo mostrar com bom humor a vida de um casal de espiões que foram reintegrados a CIA após se casarem e abandonarem a carreira, jamais emplacou. Ao invés de bom humor, o que se viu foi o tema ser tratado de forma leviana e sem nenhum atrativo para o grande o público. Tudo muito sem graça, roteiro fraco e personagens que não convenceram.

Após três episódios exibidos começaram os rumores de que o cancelamento seria inevitável, o que de fato acabou acontecendo. Após ser uma das estreias mais aguardadas da Fall Season, Undercovers se transformou, na verdade, na grande mancha na carreira de JJ Abrams.

domingo, 26 de dezembro de 2010

Fall Season: #Balanço14 - The Whole Truth

Após uma pequena pausa para o Natal (aliás, o blog tem certeza que todos os leitores tiveram um excelente Natal), voltamos com nossa saga do Hiatus que é o Balanço das principais séries desta primeira parte da Fall Season. Este quadro criado no TVxSéries vem fazendo muito sucesso e estamos bastante satisfeitos com o retorno que os leitores vem dando. Que continue assim :D

Agora, é hora de falarmos de uma série que tinha todos os elementos para, se não ser um sucesso retumbante, ao menos ter vida longa nos EUA, mas, por aquelas situações inexplicáveis e que ninguém jamais vai entender, apenas 6 episódios depois, The Whole Truth teve seu cancelamento ocorrido sob a alegação de baixa audiência, o que não deixa de ser verdade.

Mas é verdade também que, numa década em que os roteiristas exageraram ao explorar a fundo o formato de séries jurídicas (vide Damages, Boston Legal, Close to Home e algumas outras) e sempre com o mesmo fim, sem muita novidade ou criatividade, The Whole Truth surgiu no mercado dos teleseriados americanos mostrando ser possível explorar o tema sob um ângulo completamente novo e, mais do que apenas novo, muito interessante.

A série abordava a cada novo episódio um caso. Sem dizer ao telespectador se o réu era de fato culpado ou inocente, a história mostrava os passos da defesa e da acusação na construção de seus casos para o julgamento e, claro, o julgamento. O encerramento do episódio mostrava ao público se o réu em questão havia ou não cometido o crime (isso, independente dele ter sido julgado culpado ou inocente, o grande charme da série).

Além disso, The Whole Truth apresentou personagens bem interessantes, principalmente os protagonistas. A promotora Kathyn, mulher tímida, determinada e considerada uma das melhores promotoras da cidade e que tenta fazer seu trabalho da melhor forma possível, condenando seus réus e Jimmy, sempre o advogado de defesa dos réus e completamente o oposto da adversária nos tribunais. Ele era divertido, leve, sem grandes preocupações e, acima de tudo, genial.

A série mostrou a cada episódio com histórias novas uma história bem amarrada e construída. A tensão sexual entre Kathyn e Jimmy e toda a influência que isso trazia. Com certeza, tivesse vida longa, a série mostraria muitos momentos interessantes com essa dupla que, muito mais do que competentes, eram humanos. Creio eu que The Whole Truth foi o mais doloroso cancelamento entre as estréias da Fall Season.

Por Daniel César

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Fall Season: #Balanço13 - Blue Bloods

Muita gente já com o peru no forno, e aqui sai mais um Balanço quentinho para vocês. A minha parte se encerra com este post, afinal falarei agora da série líder das sextas-feiras nos EUA: Blue Bloods.

Muita gente (inclusive eu) não dava fé pra nova série da CBS. "Mais uma série policial" era o que mais se ouvia. Com um piloto que parecia mostrar que seria isso mesmo, porém com um final que me fez ficar com curiosidade decidi continuar assistindo pra ver no que dava. Caí do cavalo! Que série boa! Foi no 3º episódio que a coisa ficou muito legal. É verdade que a série deu uma despencada no meio do caminho, mas se recuperou facilmente. Dando uma olhada rápida nas minhas reviews contabilizei dos 10 episódios exibidos cinco ótimos, 3 bons e 2 que não gostei (o piloto e o 1x06, que foi numa semana assombrada para todas as séries em que quase todos os episódios foram ruins).

No papel central está Tom Selleck (um dos mais famosos donos de bigode nos EUA) como Frank Reagan. Ele é chefe da polícia de NY e mais do que isso é o patriarca de uma família quase toda policial. A única exceção é Erin, que é promotora. Tom Selleck tem sido destaque junto com Donnie Wahlberg. Os dois estão muito bem em seus papeis. 

Além de todo drama familiar e das ótimas reuniões na mesa de jantar, temos no fundo o mistério dos Templários Azuis. Jamie investiga junto com o FBI a ligação da morte de seu irmão, também policial, com os Templários Azuis e vê ligações desse grupo com sua família, o que nos deixa preocupados. já que todos passam uma imagem de idoneidade.

É uma boa série e se você gosta do estilo deve assistir! Uma das boas surpresas dessa #FailSeason.

PS: Um Feliz Natal para todos os leitores do blog e que Papai Noel (ou a Saraiva, Americanas...) traga muitos boxes de séries para todos nós! Abraço!

Por: João Pedro Ferreira

Fall Season: #Balanço12 - Parenthood

Sim, amanhã é Natal e você se pergunta o que você fez? Não sabemos, sabemos contudo, o que estamos fazendo, e no Natal ou não, o Balanço especial da Fall Season não pode parar porque o público merece este presente de Natal (ou não ehehehe). De qualquer forma, tem sido gratificante o retorno que temos tido por parte de nossos leitores.

Sem mais delongas, portanto, vamos a mais um Balanço da atual temporada de séries nos EUA. Meu primeiro balanço de uma série que não está na primeira temporada, mas, já nela tinha conquistado o telespectador pela forma de abordar temas familiares com profundidade, fugindo dos clichês e encantando o telespectador. Parenthood foi na primeira temporada uma das séries mais lindas do ano passado.

Na segunda temporada, o que se viu da série, foi um grande amadurecimento de cada um dos personagens, mas não por isso os conflitos diminuíram, ao contrário, um após um dos conflitos foram aumentando gradativamente e construindo histórias realmente chocantes, interessantes e que a cada episódio encatavam e emocionavam todos os telespectadores.

Impossível não se apaixonar logo de cara pela família Braveman. Um após um tem um tratamento para com a restante da família que muda todo o modo de pensar e agir em relação a si próprio. Em Parenthood, o que se vê não é apenas uma família vivendo em harmonia, mas um grupo de pessoas que se amam a tal ponto que não se preocupam em abrir mão de seus sonhos e projetos para ver o restante da família feliz, isso causa ou não causa inveja em nós, pobres mortais?

Nesta primeira parte da segunda temporada - com dez episódios exibidos - Parenthood se tornou, disparada, a melhor dramédia familiar do momento nos EUA. Com índices de audiência apenas regulares, a NBC já garantiu temporada completa para a série e tudo indica que será renovada para uma terceira temporada, graças ao índice satisfatório no TIVO e nas vendas para o exterior. De qualquer forma, a série é uma delícia e tem um balanço muito positivo nesta parte da Fall Season.

Por Daniel César

Fall Season: #Balanço11 - Nikita

Já é véspera de natal, mas não será por isso que nosso balanço das séries da Fall Season irá parar. E chegou a vez de Nikita: "A série da CW que não é teen".

Como você pode ver aqui, Nikita é um remake da série canadense La Femme Nikita. A CW apostou alto nesta série e o retorno está sendo à altura. A série é ótima e tem mantido uma boa audiência.

Pra quem nunca viu, Nikita conta a história de uma jovem condenada a morte, que é salva por uma divisão secreta (e mercenária) do governo, a Division. Só que Nikita se rebela contra essa divisão e faz de tudo para destruí-la e acabar com o líder, Percy.

Se você gosta de ação e emoção, Nikita é uma ótima pedida. Para mim, a série foi uma das melhores estreias da Fall Season. Alguns chegaram a dizer que se perguntavam se estavam vendo a CW.

Maggie Q, a Nikita, está muito bem no papel, construiu muito bem sua personagem. O elenco não tem nenhum nome badalado, mas também nem precisa. A história já é ótima a cada episódio. Aliás, o último episódio foi sensacional. Para nos deixar com gosto de quero mais, ou de "passa logo hiatus maldito".

A série só deve tomar cuidado pra não se desviar muito do foco, como saíram algumas notícias de mudanças que não aconteceram felizmente. Algo que gostaria de ver mais um pouco é se teremos mais tensão entre Michael e Nikita. Mas se a série manter o nível atual, terá vida longa. E eu torço para isso.

Por: João Pedro Ferreira

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Fall Season: #Balanço10 - Raising Hope

E o balanço fall season chega, finalmente, à série que, na minha opinião, foi a melhor nova comédia da temporada: Raising Hope. Posso estar enganado, mas acho que esta foi a única série nova da FOX que vingou e, após poucos episódios exibidos, sendo sucesso de crítica e de audiência, já ganhara temporada completa.

Os episódios iniciais da mesma mantiveram um nível impressionante de qualidade. Se, julgando pelos promos, todos achavam que a série seria muito sem sal, na telinha o que se viu foi outra coisa.

A trama, bem leve e inocente, une-se a um elenco realmente muito bom e a um ótimo roteiro, que conduz a história num ritmo excepcional. O que se viu, nos 10 episódios que já foram ao ar, foi uma série que não quer simplesmente fazer rir. Pode-se perceber toda uma mensagem por trás da série; uma mensagem muito bacana, aliás.

Muito da simpatia da série deve-se a quem, sempre quando aparece, rouba a cena: Hope. Sim, a própria. Sempre quando ela pinta na tela, seja soltando aquelas risadas cínicas, seja latindo (lembram?), seja fazendo caras e bocas, não importa. A bebezinha (que não é essa daí que aparece na foto) é demais em todos os momentos! E só deixa a série ainda melhor.

Não há como negar que Raising Hope merece vida longa, afinal, o que ela fez até aqui, poucas séries estreantes foram capazes de fazer. E eu, sonhando demais, não acharia injusta uma indicação da série ao Emmy. Será super merecido.

Por: João Paulo

Fall Season: #Balanço09 - The Event

Vocês notaram que o pessoal está empolgado, ne? Neste ritmo faremos 400 Balanços em uma semana, mas o que vale é que vocês estão retribuindo muito bem com muitos acessos e, principalmente, comentando e participando, dividindo opiniões e mostrando que quem entende do assunto é mesmo o público. Sempre.

Vamos, portanto, a mais um Balanço, desta vez da estreia mais aguardada desta Fall Season (talvez ao lado de The Walking Dead, mas eu apostaria que ainda foi mais aguardada que a série dos zumbis), trata-se de The Event. Lembro que a série nem bem havia sido divulgada, apenas algumas fotos promocionais e um vídeo de alguns segundos e todos - crítica, mídia e até o público - já a tratava como a nova Lost. E, já sabemos que isso é muito mais uma maldição do que um elogio (Flash Forward e seu cancelamento precoce que o digam).

The Event causou comoção no telespectador e quanto mais se divulgava parte da sinopse, promos, vídeos, entrevistas sobre a série, mais todos ficavam ansiosos pela estreia. Que veio, e com ela o óbvio em se tratando de algo com tanta ansiedade: a decepção. O episódio piloto da "nova Lost" nem de longe era o que parecia ser e ficou muito abaixo de outras estréias desta Fall Season.

Como se não bastasse isso, The Event não conseguiu em nenhum momento arrastar o telespectador para dentro da história. Um dos motivos foi, sem nenhuma sombra de dúvidas, o fato de que os roteiristas atiraram para todos os lados e não conseguiam prender ninguém com tantas histórias paralelas que caminhavam independentes sem grandes ligações. Isso foi uma das coisas que mais irritou o público.

A enrolação para tratar do assunto dos "extraterrestres" também cansou. Foram muitos os episódios falando e falando e sem mostrar exatamente quem eram e o quanto eram organizadas essas "pessoas". E a idéia de que todo episódio surge um novo ser assim que antes achávamos humanos deu um certo ar de "oi? Somos idiotas?" para a série.

Nenhum personagem de The Event cativou logo de cara. Destaque para o presidente e para o casal mais mala da história da séries (Sean e Leila) que irritou praticamente a todos em todos os episódios. Mas, no meio de um elenco fraco e cheio de interpretações ruins, tivemos um destaque. Sophia. A líder dos "extraterrestres" tem muito carisma, é uma personagem interessante e que não foi bem explorada, quando foi, fez grandes cenas.

Em 10 episódios The Event foi muito mais a nova decepção da Fall Season do que propriamente a sensação desta temporada. A expectativa é que após o longo hiatus que a série enfrentará, volte com novo fôlego e episódios que chamem mais a atenção.

Por Daniel César

Fall Season: #Balanço08 - Outsourced

Mais um balanço da fall season! Desta vez, chegou a hora de analisarmos Outsourced, nova comédia da NBC. A sitcom, situada na Índia, tinha uma proposta que, à primeira vista, era muito chata, sem sal e desinteressante. Porém, a execução foi bem diferente daquilo. E isso é muito bom.

Como disse na review do piloto da série, piadas envolvendo choques entre duas culturas podem ser bem clichês. Mas Outsourced explorou isso de uma maneira tão legal, descompromissada e divertida, que a coisa ficou sensacional e para nós, telespectadores, sobraram as várias risadas que demos ao longo desses 10 episódios.

Houve, é claro, momentos em que a coisa desandou e episódios bem desinteressantes foram ao ar. Mas nada de muito grave que fizesse a série perder o seu caminho.

Analisando de uma forma geral, podemos notar uma série forte, que tem tudo para evoluir ainda mais e, à medida que os capítulos avançam, melhorar muito mais. Nós esperamos e torcemos para que o seriado tenha vida longa, afinal, personagens carismáticos e cativantes não faltam em Outsourced.

Por: João Paulo

Fall Season: #Balanço07 - Chase

Chase, na minha opinião, foi uma das séries mais apagadas da fall season. Muitos apenas conferiram o primeiro episódio e não passaram disso, outros nem o episódio piloto viram. Apenas ignoraram a série. Porém, Chase nem é tão ruim assim.

A série não é genial nem nada, mas nos apresenta casos bem interessantes a cada episódio. Bem, Chase vai direto à ação e acompanha Annie Frost e companhia na caça dos criminosos mais procurados dos Estados Unidos.

Para quem gosta de perseguições policiais e, principalmente, de séries policiais, Chase é uma ótima pedida. Pois, além de tudo, tem uma boa produção e um bom elenco.

O seriado, que tem às vezes uma pitada mais emocional (seja ela ligada ao criminoso ou às próprias personagens da história), possui bastante ação em todos os episódios, e isso o torna ainda mais gostoso de assistir.

A 1ª temporada terá apenas 18 episódios, sendo que 12 já foram exibidos. Uma pena que não deva passar disso, pois a série tem muitas características para ficar cada vez melhor e evoluir mais em seus casos semanais. Vamos ver o que esses 6 episódios restantes guardam para nós, mas, até aqui, o saldo da série é super positivo.

Por: João Paulo

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Fall Season: #Balanço06 - Better With You

E o balanço da fall season chega à ABC, mais precisamente, à nova sitcom do canal, Better With You. A ideia da série já era bem bacana: mostrar as situações que três casais da mesma família e de diferentes idades passam em determinadas situações. Acontece que BWY, em muitos momentos, forçou a barra e mostrou que não era tão bacana assim.

De um modo geral, o saldo da série até aqui foi positivo. Porém, o maior erro do seriado foi o seu piloto. Totalmente sem graça e desinteressante, o episódio que deu início à série parecia introduzir mais um daqueles programas a que ninguém dá atenção. Sabe por quê? Porque, como eu disse na review do mesmo, o piloto não mostrou a que veio, não empolgou e não chamou atenção.

Mas é por isso que eu digo que todas as séries merecem uma segunda chance. Quem insistiu em Better With You foi encontrando, à medida que os episódios iam avançando, uma série cada vez mais engraçada, um roteiro cada vez melhor e atores muito mais enturmados uns com os outros e mais à vontade também.

É quase certo que a série não passe da primeira temporada, mas o jeito é aproveitar os episódios que ainda estão por vir. Sejam eles bons ou ruins.

Por: João Paulo

Fall Season: #Balanço05 - Hellcats

A Fall Season passou e nos deixou boas e más lembranças. Vamos falar agora da estreante da CW, Hellcats. Uma série que divide opiniões. Muita gente adora, outros só de ouvir o nome já começam a dar risadas maquiavélicas discutindo a qualidade da série.

A verdade é que Hellcats não tem nada genial de uma ponta até a outra. Roteiro, interpretações e o que mais você quiser adicionar aqui são de fracos a medianos. Mas quem se importa? Muita gente. É divertido acompanhar as altas   confusões   dessa   galerinha   líder   de   torcida     da  pesada. (Inspirado na Sessão da Tarde).

O afeto de muitos por Ashley Tisdale, a inesquecível Sharpay de High School Musical, leva a série para a frente. Os próprios produtores perceberam isso e jogaram Marti para o canto e vilanizaram a personagem para exaltar Savannah. Quem acompanha a série comemorou com euforia ao ver Marti forever alone no último episódio. A guerra fria amorosa das duas nas disputa pelo tosco Dan tem posto um pouco de pimenta nos últimos episódios, já que Alice está mais interessada no namorado do que em derrubar Savannah da liderança.

A faculdade em que Hellcats se passa acho que só não é mais doida atualmente que a de Community. Verbas são distribuídas conforme o manda-desmanda do diretor do departamento de futebol. Isso sem contar os diversos casos de corrupção dele. Está na hora de alguém arrumar essa bagunça. E ainda temos um triângulo amoroso entre o técnico de futebol, a técnica do Hellcats e o médico.

A série tem mais 11 episódios pra fechar bem suas histórias ou melhorar um pouco pra tentar beliscar uma renovação. A audiência não ajuda mas ainda há esperança. Se você é fã comece já a fazer suas preces. A CW já mexeu seus pauzinhos e colocou a série nas terças-feiras junto com One Tree Hill, dia 25 de janeiro. É torcermos pra dar certo.

Por: João Pedro Ferreira

Fall Season: #Balanço04 - No Ordinary Family

Continuando o balanço da fall season, iniciado pelo Daniel César, chegou a vez de falarmos sobre No Ordinary Family, série de super heróis da ABC. Confesso que sou um pouco suspeito para falar pois desde muito antes da estreia eu já apostava todas as fichas no seriado, mas tentarei ser o mais imparcial possível.

À primeira vista, o seriado pode ser só uma versão para a televisão de Os Incríveis. Mas não, é muito mais do que uma série sobre uma família com super poderes. A emissora quis mesmo fazer algo mais caprichado e sofisticado. Além de escalar um elenco de primeira, encabeçado por Julie Benz, os cenários muito bem feitos e os efeitos especiais para lá de caprichados juntam-se a uma trama super leve, descontraída e, acima de tudo, divertida, formando uma atração super gostosa de assistir.

Muitos telespectadores enxergaram No Ordinary Family como mais uma estreia desta fall season, mas uma análise mais detalhada mostra que ela é mais do que isso, afinal, séries estreantes realmente boas faltaram nesta temporada.

A série recebeu várias críticas negativas, a mais injusta delas foi a de ser muito clichê. Não, não estou falando que a série não possua elementos clichês, mas sejamos honestos, é difícil uma série de super heróis fugir muito disso. Se houver essa fuga, na minha opinião, o seriado fica até um pouco descaracterizado.

Longe de ser uma das melhores séries no ar, No Ordinary Family cumpriu, ao longo desses 10 episódios já exibidos, o seu papel e foi fiel ao que se propôs. E, de quebra, ainda nos deixou um cliffhanger para lá de bom e que, tenho certeza, deixou todos os que assistem à série para lá de ansiosos.

Por: João Paulo

Fall Season: #Balanço03 - Hawaii Five-0

Neste triste tempo de hiatus é hora de repensarmos no que assistimos e fazer análise sobre o que valeu a pena ou não. Por isso, continuamos com essa lista sobre o que rolou na Fall Season 2010.

A CBS apostou suas fichas em um remake de uma das mais clássicas séries da televisão americana: Hawaii Five-0. E deu certo. Uma série gostosa de assistir e com episódios para ficar grudado no sofá (no nosso caso na cadeira do computador).

As investigações dos episódios são sempre muito bem conduzidas, com cenas de ação sempre impecáveis e tudo isso com um cenário perfeito de fundo: o Havaí. Sem contar que a emissora tem visto resultados da série e investido colocando participações especiais como a de Masi Oka (o Hiro, de Heroes).

A série que estreou muito bem parecia ter perdido o fôlego no quarto episódio, mas dois episódios depois já recuperou seu ritmo e nos fez retomar a vontade de acompanhar cada segundo do episódio. Talvez a série tenha sido prejudicada nesta fase morna pela contusão até agora mal explicada (e já recuperada) de Danno (ou de Scott Caan), que fez os roteiristas procurar histórias alternativas.

Agora sem dúvida nenhuma o grande destaque é o relacionamento Steve-Danno. A química dos dois é algo que se vê em poucos casais românticos hoje em dia. Scott Caan esteve tão bem no papel que ganhou uma indicação ao Globo de Ouro. Merecidíssima. Os dois chegam a ofuscar Kono e Chin.

Hawaii Five-0 tem grande potencial pra garantir mais uma temporada e boa audiência. Resta agora ver se manterão os mesmos elementos dos episódios bons dessa temporada. Espero que sim já que quem aqui não quer uma visita semanal ao paradisíaco Havaí?

Por: João Pedro Ferreira

Fall Season: #Balanço02 - Mike & Molly

Dando continuidade ao nosso quadro que faz um Balanço desta primeira parte da Fall Season 2010/2011que se encerrou na última semana, antes das nossas séries prediletas entrarem no famoso hiatus que tanto nos irrita, neste texto vamos falar sobre a primeira metade da temporada de estreia da sitcom que deu o que falar nos EUA: Mike & Molly.

Desde que foi divulgada a nova série da CBS que trata com bom humor do relacionamento e cotidiano de dois gordinhos que estão aprendendo a lidar com o próprio peso, já se sabia que poderia sair coisa boa dali. Mike & Molly ficou o tempo todo no centro da mídia americana, com algumas polêmicas inclusive, mas principalmente pelo retorno de audiência que esta parte da temporada atingiu - média que beira os 12 milhões de telespectadores.

Mike & Molly, a bem da verdade, é muito mais do que simplesmente uma série que explora todos os clichês possíveis sobre obesidade. Ao contrário, em 12 episódios - metade da temporada - a série mostrou diversos tipos de humor e raramente, muito raramente, as piadas têm alguma conotação sobre o peso. E quando tem, sempre fogem do tom agressivo e que ofende a maioria das pessoas que sofrem deste mal.

A série estreou despretenciosa, buscando apenas divertir o público e, nos episódios iniciais, o que se viu, foi uma busca frenética por encontrar o timing correto e descobrir qual o caminho seguir para se encontrar com o telespectador. Feito isso, a partir do episódio 6, a sitcom se transformou numa dramédia de 20 minutos e com uma qualidade ímpar. A cada episódio mais nos apaixonávamos pelo casal protagonista e passamos a torcer para que o romance se alavanque.

Assistir ao romance de Mike e Molly é muito interessante e, por conta disso, não é exagero dizer que a série é a ternurinha da Fall Season. Um casal literalmente fofo e que encanta logo a primeira vista. Além de todo esse clima de romance, os episódios ainda nos fazem rir, e muito. Com um roteiro interessante, histórias e situações muito engraçadas, ainda conta com personagens típicos e que arrancam gargalhadas em qualquer situação.

Mike & Molly foi um grande acerto da CBS e, certamente, a tendência é de crescimento de audiência e se firmar como uma das sitoms de maior audiência nos EUA - atualmente ela vem atrás de Two and a Half Men e The Big Bang Theory e tem a média parecida com a de Modern Family.

Por Daniel César

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Fall Season: #Balanço01 - Boardwalk Empire

Começo nesta semana um balanço sobre a Fall Season 2010 que teve sua primeira parte encerrada com o hiatus de praticamente todas as séries - uns maiores que os outros, como vimos no Calendário de retorno das séries - e é óbvio que este balanço se refere apenas às séries que eu faço as reviews aqui no Blog.

Decidi utilizar o procedimento seguindo a data de exibição nos EUA, dia após dia e, por isso, inicio este Balanço com Boardwalk Empire, série da TV a Cabo americana, exibida pela HBO e que já teve sua primeira temporada encerrada com 12 episódios.

Baseada em fatos reais, a série conta a história de Nucky Thompsom, um dos líderes da pacata Atlantic City na década de 20 e mostra como os EUA planejaram e implantaram a Lei Seca que proibia a venda de bebidas alcoólicas. Assistimos aos bastidores, ao tráfico das bebidas, sempre comandado pelo próprio Nucky e sua equipe tão corrupta quanto.

Mais do que simplesmente isso, Boardwalk Empire, apresentou nesta primeira temporada, personagens sólidos, muito bem construídos pelo elenco que é um dos melhores da temporada atual e que mostraram disposição para improvisar e construir um novo formato de interpretação para a televisão, menos dramático, mais distante do público e muito mais humano do que estamos acostumados em produção desta espécie. O grande destaque do elenco, contudo, está justamente em seu protagonista, o trabalho de Steve Buscemi beira a genialidade e deu a ele todas as indicações a prêmios de melhor ator em drama, com merecimento - e ele também merece vencer.

A fotografia, o figurino e a trilha sonora servem como pano de fundo para a extraordinária série e mais do que apenas elementos que colaboram para a construção narrativa, em Boardwalk a impressão que se tem é que elas são personagens próprios. A fotografia impressiona porque lembra muito mais cinema do que TV e funciona, o figurino é perfeito e lembra o tempo todo a década de 20 em cada detalhe, cada corte das roupas o que combina perfeitamente com o texto. Combinação que fica ainda melhor com a trilha sonora escolhida a dedo e de uma qualidade ímpar.

Boardwalk Empire foi, sem dúvida alguma, a melhor estreia da temporada - mais do que isso, foi a melhor estreia em muitos anos, primeira temporada sensacional - o que por si só já é a garantia de prêmios para a série. Mas, o que dá certeza que a série ganhará muitos - senão todos - os prêmios de melhor série dramática é a marca. Qualidade aliada a marca de produção de Martin Scorsese mais a assinatura de Terence Winter eu diria que é impossível as academias terem a ousadia de não premiar Boardwalk Empire. E com todos os méritos. E a expectativa é de que a 2ª temporada venha após muitos prêmios ganhos na primeira.

Por Daniel César